Para justificar reajuste, Cassems alega que déficit com cônjuges era de R$ 189 mi por ano

O presidente da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores Públicos Estaduais de Mato Grosso do Sul), Ricardo Ayache, informou que o grupo de cônjuges apresentava déficit anual de R$ 189 milhões. Essa foi a principal justificativa para o reajuste de 1.185% no valor da contribuição a ser cobrada dos cônjuges dos titulares do plano de saúde, que passará de R$ 35 para R$ 450 a partir deste mês.

O aumento aprovado pelo Conselho de Administração causou revolta entre os servidores públicos estaduais, que tiveram reajuste salarial de 3,81% neste ano. Há mobilização para tentar derrubar o reajuste.

Em nota, Ayache informou que a arrecadação com o grupo de cônjuges ficou em R$ 61 milhões ano passado, enquanto o gasto com a assistência à saúde ultrapassou R$ 250 milhões. “Na prática, para cada R$ 1 arrecadado nesse grupo, a Cassems precisou gastar cerca de R$ 4,08 em despesas assistenciais”, informou.

A presidente da Feserp (Federação dos Servidores Públicos de Mato Grosso do Sul), Lilian Fernandes, também explicou o aumento de 1.185% na contribuição. Ela informou que são 42 mil cônjuges. Isso significa que o reajuste impactará em acréscimo de R$ 18,9 milhões por mês no caixa da Cassems. O montante anual pode chegar a R$ 226,8 milhões.

“Houve um tempo que o cônjuge não contribuía com nada , depois passou a contribuir com 1%, mas atualmente não temos mas como seguir com esse modelo, vejam que até os filhos a partir dos 18 ou 21 anos (estudantes) deixam de ser dependentes e passam a pagar como agregados, com os cônjuges não ocorre isso”, explicou a sindicalista.

“A tabela do agregado é maior que estamos cobrando para o cônjuge, não pensam que é uma decisão fácil, mas ela é necessária p que possamos garantir Cassems para toda a família dos nossos servidores”, frisou Lilian.

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