Rota Bioceânica ganha ritmo com construção de viaduto e estruturas de drenagem em Porto Murtinho

Em Porto Murtinho, cidade de pouco mais de 15 mil habitantes na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, o cenário de máquinas, vigas e trabalhadores espalhados pelo canteiro de obras tem se tornado cada vez mais comum. Aos poucos, a estrutura que vai integrar o Corredor Rodoviário Bioceânico começa a ganhar forma, transformando a rotina da região e reforçando a expectativa de que o município deixe de ser apenas um ponto final de estrada para se tornar uma porta de saída do Brasil para o Oceano Pacífico.

No sábado (14), homens e equipamentos trabalhavam simultaneamente em diferentes frentes da obra. Entre os destaques está a construção de um viaduto com mais de 700 metros de extensão, que já começa a receber vigas estruturais para a instalação das pré-lajes. Em outros trechos do complexo viário, as pré-lajes já foram concretadas e passam por etapas de acabamento. As estruturas de drenagem, essenciais para o escoamento das águas e estabilidade da pista, também avançam para a fase final.

As intervenções fazem parte do conjunto de obras que dará acesso à Ponte Internacional sobre o Rio Paraguai, ligação física entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai. A ponte principal tem previsão de entrega para agosto deste ano e representa um dos marcos mais aguardados do projeto.

Ponte estaiada em construção atravessa grande rio cercado por vegetação.

O corredor bioceânico é considerado uma das iniciativas logísticas mais ambiciosas da América do Sul. A rota vai conectar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, criando um caminho terrestre para escoamento de mercadorias até os portos do Pacífico. Na prática, isso significa encurtar a rota marítima das exportações brasileiras em cerca de 9,7 mil quilômetros, o que pode reduzir em até 17 dias o tempo de viagem de produtos destinados à Ásia.

A obra no lado brasileiro é executada pelo Consórcio PDC Fronteira, formado pelas empresas Caiapó Construtora, DP Barros Produções e Construções e Paulitec Construções. O investimento é de R$ 572 milhões, com recursos do Novo PAC, sob contratação e fiscalização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Além do viaduto e das pontes, o projeto também prevê a construção de um Centro Aduaneiro de Controle de Fronteira, com estruturas para imigração e fiscalização de cargas. O objetivo é permitir que o fluxo de veículos e mercadorias entre os países ocorra de forma mais ágil e integrada.

 

 

gov/ms

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