Debandada no MDB ameaça projeto de André Puccinelli em voltar à ALEMS

A debandada no MDB ameaça os planos do ex-governador André Puccinelli voltar à Assembleia Legislativa após três décadas. Com o assédio de outras legendas, o partido sofre esvaziamento em Mato Grosso do Sul e pode ter dificuldade para garantir uma vaga no parlamento estadual a partir de 2027.

Poderoso no passado, o MDB foi o partido que mais elegeu governadores no Estado, com Wilson Barbosa Martins e Puccinelli por dois mandatos e Marcelo Miranda Soares, um mandato. A sigla comandou a Prefeitura de Campo Grande por 20 anos consecutivos (Juvêncio César da Fonseca, Puccinelli e Nelsinho Trad).

A decadência começou com a perda do Governo do Estado em 2014, quando Nelsinho não conseguiu chegar ao segundo turno. O novo baque ocorreu em 2018, quando André Puccinelli, preso na Operação Lama Asfáltica, desfalcou a sigla e o partido não conseguiu reeleger o senador, Waldemir Moka.

O MDB não elege nenhum deputado federal desde 2018 e viu a bancada diminuir na Assembleia Legislativa. Longe do poder, o partido conseguiu eleger 3 deputados estaduais na última eleição: Junior Mochi, Márcio Fernandes e Renato Câmara.

Márcio Fernandes deve se filiar ao PL na próxima semana, enquanto Renato Câmara deve migrar para o Republicanos já na terça-feira. Por enquanto, Mochi diz que permanece no partido.

O ex-deputado estadual Eduardo Rocha também deve deixar o MDB. Ele pode se filiar ao PP. O marido de Simone Tebet, que mudou o domicílio eleitoral para São Paulo, deve continuar em MS.

A debandada ameaça o sonho de Puccinelli de ser eleito deputado estadual com votação recorde. Confiante no projeto, ele chegou a debochar do adversário, o ex-governador Zeca do PT, de que pode ter uma vantagem de 15 mil votos sobre o petista.

O maior risco de André é ter uma votação expressiva e não garantir a vaga. Nas eleições de 2026, para um partido fazer um deputado estadual, calcula-se que seriam necessários 60 mil votos. Com outros partidos reforçados e com caixa, como PL, PP, Republicanos e PT, o MDB pode ficar fragilizado e não garantir a eleição de nenhum deputado estadual.

André começou a carreira como deputado estadual em 1987. Ele teve dois mandatos e ficou na Assembleia Legislativa até 1995, quando assumiu uma vaga de deputado federal. Em 1996, ele se elegeu prefeito da Capital e ganhou o Governo em 2006.

 

 

 

ojcr

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