Presidente regional do PSDB, o deputado federal Beto Pereira, deve romper acordo fechado com o governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e afundar o partido em Mato Grosso do Sul. Ele deve se filiar ao Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
De acordo com Geraldo Resende, existe um acordo com Aécio Neves, Riedel e Azambuja de que os três deputados federais do MS não deixariam o PSDB, e disputariam a reeleição deste ano pelo partido. Dagoberto Nogueira teria concordado com a tratativa.
“Temos um acordo entre os 3 parlamentares junto ao ex-governador Reinaldo e o governador Riedel. Eu quero cumprir este acordo!”, assegurou Resende.
No entanto, Beto Pereira está de malas prontas para deixar o PSDB, partido que governou o Estado por três mandatos e tinha, até o final do ano passado, o maior número de prefeitos. Com a saída de Riedel e Reinaldo, o partido começou a definhar em Mato Grosso do Sul.
No entanto, ao permanecer na sigla, os três deputados federais deram sobrevida à sigla. Agora, com o rompimento de acordo por Beto Pereira, a expectativa é de cada um por si. “Ainda não sabemos”, admite Dagoberto.
E debandada deve deixar o PSDB de MS sem nenhum representante na Câmara dos Deputados. Também pode sepultar o partido na Assembleia Legislativa, onde tem a maior bancada.
Dos seis deputados estaduais do PSDB na ALEMS, quatro – Jamilson Lopes Name, Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa – deverão se filiar ao PL. Pedro Caravina e Lia Nogueira também devem deixar o partido para não correrem risco de perderem uma reeleiçao tida como tranquila, por falta de votos no quociente eleitoral.
De maior partido na última eleição, o PSDB pode sumir antes do primeiro turno neste ano.
