Diante do avanço dos casos graves de chikungunya no Centro-Sul de Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) publicou ontem uma resolução que cria um fluxo emergencial para acelerar o atendimento e a transferência de pacientes em estado crítico.
A medida tem como epicentro a região de Dourados, onde o aumento da circulação do vírus pressiona a rede pública e acende alerta para risco de agravamento dos casos.
O novo protocolo impõe uma regra clara: pacientes classificados como graves devem ter definição sobre encaminhamento ou transferência em até uma hora após o registro.
Na prática, a resolução reorganiza a regulação de vagas e tenta reduzir gargalos no acesso a leitos de maior complexidade, como UTIs. O prazo passa a ser obrigatório e deve guiar a atuação das centrais responsáveis por coordenar as transferências no sistema público.
Outro ponto central é o reforço do uso da chamada “vaga zero”, mecanismo aplicado em situações extremas. Com ele, pacientes em risco iminente de morte podem ser encaminhados imediatamente a hospitais, mesmo sem disponibilidade formal de leitos.
Fluxo prioriza rede de Dourados
O protocolo estabelece uma ordem de atendimento na região. A primeira referência é o Hospital Universitário da UFGD, seguido pelo Hospital Regional de Dourados. Sem resposta ou disponibilidade, a regulação poderá acionar outras unidades ou recorrer à vaga zero.
A decisão final cabe ao médico regulador, que deverá agir mesmo diante da ausência de retorno das unidades hospitalares.
Sinais de alerta e grupos de risco
A normativa também detalha os critérios clínicos que caracterizam gravidade, como choque, desidratação intensa, dificuldade respiratória, alteração de consciência, queda de pressão e convulsões.
Pacientes idosos, gestantes, pessoas com doenças pré-existentes e populações indígenas estão entre os grupos considerados mais vulneráveis.
Rede sob monitoramento
Para acompanhar a evolução do cenário, a SES determinou monitoramento diário dos atendimentos. Entre os indicadores estão número de casos graves, tempo de resposta, transferências realizadas, uso da vaga zero e registros de óbitos.
Relatórios periódicos devem identificar falhas no sistema e orientar ajustes na rede, em meio ao avanço da doença no Estado.
