O deputado estadual João Henrique Catan oficializou, neste domingo (8), a filiação ao partido Novo e a pré-candidatura a governador de Mato Grosso do Sul. “Eu ouvi chamarem (Jair) Bolsonaro de doido, (Donald) Trump, (Javier) Milley e vi eles começarem da mesma forma que nós estamos começando hoje. Digo, hoje está definido: terá segundo turno no Mato Grosso do Sul. É um bom caminho, um novo caminho”, afirmou o parlamentar.

Ao deixar o PL, o neto do ex-governador Marcelo Miranda Soares vai disputar os votos na direita e extrema direita com o governador Eduardo Riedel (PP), que tem o apoio de Bolsonaro e trocou o PSDB pelo PP.
O ato de filiação ocorreu no Monumento dos Desbravadores, no marco zero de Campo Grande, no Centro da Capital. O objetivo foi construir uma mensagem para o eleitor.
“Aqui, no marco zero, tem o símbolo da nossa Capital, o Monumento dos Desbravadores. Em 1872, quando chegou aqui, José Antônio Pereira estabeleceu neste lugar o primeiro núcleo de Campo Grande. E vocês acham que ele esperou e recebeu a casa pronta, a porta aberta, a janela? Não! Ele enfrentou e construiu Campo Grande; e nós, juntos, vamos construir um novo projeto para Mato Grosso do Sul, que começa a ser escrito agora”, afirmou o deputado.
João Henrique aparece em 3º lugar na pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência. Ele tem entre 14% e 16%. O plano inicial era ter o deputado como candidato a governador e o deputado federal Marcos Pollon (PL) como candidato a senador. No entanto, o advogado ganhou apoio público de Bolsonaro e deve ficar no PL.
Agora, o presidente regional do Novo, Gustavo Scarpanti, apostará as fichas na vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, que pretende disputar o Senado e chegou a ter o apoio público do ex-presidente em duas ocasiões. No entanto, o PL está congestionado com as candidaturas de Pollon, do ex-deputado estadual Capitão Contar e do ex-governador Reinaldo Azambuja.
Apesar de ter abandonado o PL, João Henrique deverá manter a campanha ligada a Bolsonaro. Na filiação, ele lembrou da caminhada feita pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que participou para defender a liberdade do ex-presidente.
“Encontrei aqui a coerência que sempre busquei: a coerência de quem acredita no mérito, no trabalho honesto, na liberdade de empreender e no fim do desperdício com os recursos do povo”, afirmou, definindo o primeiro mote da campanha.
“Nada de política de gabinete. É política no chão, conversando, ouvindo, questionando e construindo juntos um novo caminho para Mato Grosso do Sul”, prometeu.
Na Assembleia Legislativa, o deputado se notabilizou pela oposição ao governador Eduardo Riedel e contra o presidente da Cassems, Ricardo Ayache. Também foi autor da ação popular contra a nomeação de Carlos Alberto de Assis como presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos.
Na campanha, o foco deverá ser o discurso da direita e de mudança. “Sem o Catan a gente não teria ninguém para fazer o enfrentamento ao velho grupo de poder que está instalado no Mato Grosso há mais de 20 anos. Nosso objetivo com a vinda dele é eleger um governador que vai entregar, de fato, melhoras para a qualidade de vida da sociedade sul-mato-grossense”, afirmou Scarpanti.
Além de João Henrique e Riedel, a disputa pelo Governo já conta com o advogado Fábio Trad (PT), o ex-secretário municipal de Ribas do Rio Pardo, Lucien Rezende (PSOL) e do economista Renato Gomes (DC). Ainda correm por fora o pecuarista Beto Figueiró e o empresário Jaime Valler (sem partido).
