Presidente da FPF é alvo de inquérito e nega investigação às vésperas de eleição

Às vésperas da eleição que pode reconduzi-lo ao comando da Federação Paulista de Futebol (FPF) por mais quatro anos, Reinaldo Carneiro Bastos se tornou alvo de um inquérito policial que investiga suspeitas de gestão fraudulenta e falsidade ideológica.

A investigação foi protocolada em 23 de janeiro pelo 23º Distrito Policial de Perdizes, em São Paulo. Segundo as apurações, a FPF aparece como vítima das supostas irregularidades, que incluem infrações previstas na Lei de Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

O caso teve origem em uma notícia de fato criminal apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Os promotores Beatriz Lotufo Oliveira e Júlio César Matias Soares apontam uma evolução patrimonial considerada “vultuosa e desprovida de lastro” por parte do dirigente.

Em despacho de 15 de janeiro, o MP afirmou que os fatos, em tese, podem configurar crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro, entre outras infrações.

O procedimento foi encaminhado ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), que conduz diligências para confrontar dados financeiros com a evolução patrimonial citada pelos promotores.

Procurado, Reinaldo Carneiro Bastos declarou não ter sido notificado e disse desconhecer a existência do inquérito. “Jamais foi notificado sobre qualquer inquérito a seu respeito e desconhece tal informação”, afirmou.

No dia 25 de março, a FPF realizará a eleição para a presidência da entidade. Reinaldo, que ocupa o cargo desde 2015, tenta o quarto e último mandato. Ele assumiu a federação após a saída de Marco Polo Del Nero para a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O cenário eleitoral ocorre em meio à apuração policial, que ainda está em fase inicial.

 

 

 

gp

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